Imagem com uma cruz em destaque em frente uma cidade

A Cruz – A essência do discípulo de Jesus

Precisamos fazer da Graça e da Cruz o nosso estilo de vida.



1. O perigo da omissão

Bom, qual o problema entre a revelação da Graça e a Cruz? Nossa omissão! Podemos compreender a Graça no aspecto do receber de Deus, mas não conseguimos aplicar essa revelação na hora que devemos liberar Graça àqueles que não agiram corretamente conosco.

Isso acontece porque não permitimos a Cruz operar em nós, e o resultado é a nossa omissão como discípulos de Jesus.

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.

(2Tm 1:7)

Talvez você já tenha vivido uma situação em que a sua omissão te conduziu a uma atitude de covardia. E isso depois produziu um sentimento ruim em você. Você sabia que devia ter falado, orado, etc. mas não fez!

Mas o oposto também, onde seu posicionamento te levou a uma atitude de ousadia. Essa atitude te encheu de alegria e prazer por ter feito tal coisa. Isso porque fazer a vontade de Deus é comida. Nos dá força!

Quantas vezes nós nos acovardamos e tentamos amaciar um pouco a mensagem do Evangelho porque desejamos ser politicamente correto? Não desejando contrariar as pessoas! E assim, a Igreja perde o que ela desde o começo tem de melhor, sua ousadia para cumprir a missão que a ela foi dado.

Agindo assim, nós discípulos, perdemos a capacidade de tomar a sua cruz e seguir Jesus! Como falei, a omissão pode estar nas duas esferas, lá fora para com o mundo e aqui dentro com respeito a edificação de cada um de nós.

2. O Espírito Santo nos conduz a Cruz

Quando olhamos para o livro de Atos podemos ver que havia um poder incontrolável movendo a Igreja. Mas também havia uma disposição para ir e cumprir a missão que lhe foi dado.

O Espírito Santo conduzia os irmãos a trabalharem numa mesma direção. Creio que tomar a Cruz está diretamente ligado ao relacionamento que tenho com o Espírito Santo.

É por isso que quando olhamos para a igreja em Atos concluímos: Nada vai deter essa Igreja!

Agora, quando o poder incontrolável do Espírito Santo não governa a Igreja temos todo tipo de situação: Pessoas que saem porque não gostam do fulano; porque alguém falou algo dela; ou porque ninguém falou nada dela; ou porque aqui não tem isso ou aquilo; porque agora não tem mais culto da manhã; ou porque estão pegando no meu pé para ser um dizimista; etc.

E aí a pergunta que fica é: Essa é a igreja dos discípulos de Jesus? Onde as portas do inferno não prevalecerão? Em Atos os irmãos estavam reunidos porque entenderam a mensagem da Graça. Eles compartilhavam a sua fé com ousadia.

E estavam dispostos a morrer por isso. Porque a Cruz era o seu estilo de vida. Esses eram os “discípulos” de Jesus daqueles dias! Hoje é a nossa hora a nossa vez!

3. Somos discípulos e não participantes

Quando entendemos essas verdades, compreendemos que não somos participantes, mas discípulos. Sabe o que os discípulos ouviram de Jesus quando perguntaram se podia primeiro enterrar seu pai e depois segui-Lo?

E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.

(Mt 8:20-22)

Quantos de nós ficaríamos emburrados com Jesus? Seja honesto! Quantos de nós seguiríamos a Jesus? Quantos de nós estaríamos dispostos a ser seus discípulos? As vezes estamos mais preocupados com a quantidade do que com a mensagem certa.

As pessoas precisam da mensagem que cura a sua alma da culpa e condenação do pecado. Que não há esperança fora de Jesus. E que a verdade que Ele falou não pode ser relativizada.

Pessoas assim, estão dispostas a cumprir a Grande Comissão, porque são discípulos. Elas não abrem mão de serem cheias do Espírito Santo. Não abrem mão de serem um canal de Deus neste tempo que se chama hoje.

Não estão dispostas a perderem tempo com conversas vãs, com ciúmes e coisas irrelevantes do homem caído. Eles querem mais de Deus! Em suas vidas, famílias, casamento, igreja, células, etc. Elas sabem porque estão aqui. Não são um sal sem sabor, não! Eles entenderam que devem governar sobre toda obra do mal.

Jesus nos deu uma ordem de ir e fazer discípulos para Ele! Isso vai nos levar a pregar a mensagem da Graça, mas também, a começar de nós, a vivermos a Cruz como um estilo de vida. Só discípulos geram discípulos! E esse é um viver em ousadia e posicionamento diante do mundo!

Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse: Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo. Pois(conjunção) qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

Lucas 14:25-33

Veja, é importante entender o contexto, Jesus não ficava paralisado com o tamanho da multidão e nem tornava a mensagem em algo relativo.

Ele imediatamente coloca a condição para segui-lo, que é aborrecer a todos. Aborrecer significa amar menos! Porque Ele disse isso? Porque amamos a Ele e também muitas outras pessoas e coisas.

Ele não se importa que amemos as pessoas. Ele só não aceite que amemos elas mais do que a Ele. Por isso é importante entender a Graça de Deus. Pois só assim O amaremos mais do que todas as pessoas.

Jesus então, compara essa decisão de segui-Lo à construção de uma torre! Ele disse: Sente-se, e calcule para ver se você tem o suficiente. Veja se você está disposto a gastar tudo isso (sua vida)!

Caso contrário, se você construir a torre até a metade e perceber: não tenho como terminar! Jesus disse que todos irão rir de você. Jesus estava avisando do custo antes deles começarem.

Isso porque Jesus não deseja que nenhum de nós desista no meio do caminho. E venha a dizer:  Eu não sabia que teria que ficar casado com meu cônjuge; Eu não sabia que isso significava ter que ir até o fim nos meus relacionamentos; Eu não sabia que isso significava perdoar a todos em todo o tempo; Eu não sabia que isso significava pregar o Evangelho, Eu não sabia… Eu não sabia… Eu não sabia…

É por isso que Jesus disse que significava tudo! Ele disse antes de começar porque não quer que você entre nisso pela metade. Porque quando Deus der a você tudo que você deseja, ou talvez quando, a sua vida estiver mais difícil, você não desista!

Jesus ainda acrescenta outra parábola expressando o mesmo sentimento. Ele estava dizendo, se você não deseja entrar em uma guerra, mande uma comissão de paz, e assim, tenha paz (ficar debaixo) com o inimigo.

Ninguém precisa entrar na guerra, mas lembre-se, só serão condecorados os soldados que lutaram. Veja, nós estamos edificando uma torre (Igreja), que pode ser dispendiosa. Pode custar nossa vida. Mas também estamos em uma guerra (reinos), e muitas vezes não temos essa mentalidade de guerra.

Isso tudo são exemplos para nos mostrar a realidade que nos cerca. E que nós somos discípulos e não participantes!

4. Discípulos exercem influência

Na continuação do texto de Lucas 14 no verso 34 Jesus diz:

O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor? Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Lc 14:34-35

Jesus agora aplica ao sal o que se espera daqueles que entenderam a Graça e andam pela Cruz. Então a questão é: O sal é bom? Sim.

O problema é se o sal perde o sabor, o que faremos com ele? Sal sem sabor não presta para nada! Nem para ajudar o solo e nem para misturar no esterco. O solo e o esterco são coisas boas.

A terra é cheia de vida e o esterco um agente de fertilização. Todavia, o sal que é bom, quando perde o sabor não serve nem para ajudar a melhorar a terra e nem para potencializar o esterco.

Jesus termina dizendo: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! Onde Jesus deseja chegar? Nós somos o sal. Mas se não temos sabor para seguir Jesus no caminho da Cruz, somos indignos Dele.

Então, o que Jesus vai fazer com um punhado de gente que não vai para a Cruz com Ele? O que vai fazer com esse punhado de sal que não tem sabor? Medite nestes textos, medite nas ações esperadas de você e na de Jesus.

Veja, ser discípulo é uma decisão (tempo), mas nunca deveria ser uma opção (por haver outras). Assim como para o sal não é esperado que não tenha sabor.

Não se espera que o sal adoce!Assim também não se espera que um crente não seja discípulo e não tome a sua Cruz e siga Jesus.Qual é o dilema que as vezes temos que lidar? As vezes deixamos de falar e fazer o que é certo com aqueles que Deus nos deu, para os ensinar a serem discípulos.

Isso porque gostamos de ter uma célula cheia, e assim por diante, gostamos de uma Igreja cheia e grande! Nada de errado em termos uma Igreja cheia e grande. A pergunta é: Cheia e grande do bom sal? Se for, estamos fazendo um bom trabalho, uma obra relevante. Onde pessoas de fato se parecem com Jesus em seu viver diário.

Conclusão

Querido irmão (ã) você está aqui porque ouviu a voz de Jesus dizendo: Segue-me!

Mas esse seguir não é à nossa maneira, mas a Dele.

Nesses dias de jejum desejamos mais da obra da cruz em nossas vidas.

Levando-nos a ser o bom sal infiltrando dentro de uma sociedade caída e apodrecida. Esse é o seu chamado!