Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.

Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem.

Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem (Mt 24:36-39).

Hoje eu não desejo falar de escatologia, mas gostaria de partir do princípio da volta de Jesus para mostrar aos irmãos (ãs) a importância de servirmos o nosso destino.

Todos nós sabemos que o Senhor Jesus em algum momento voltará para estabelecer ser Trono de governo aqui na Terra (Mt 25:31).

Mas antes desse glorioso evento acontecer, precisamos estar conscientes de nosso destino aqui na Terra como servos e servas do Rei.

Como embaixadores e reconciliadores estamos aqui para dizer: Ele vem para assentar no Trono e governar a partir da Terra todo o universo! Nós devemos desde já trazer o seu reino!

Para que essa experiência seja real em sua vida é importante entender que o reino de Deus está dentro de você! Sendo assim, ele só precisa se manifestar por onde você for (Lc 17:20-21).

Na sequencia de Mateus 24, Jesus mostra exemplos práticos de pessoas que estavam fazendo coisas corriqueiras no seu dia-a-dia, mas que expressavam sua postura com relação ao seu destino, vejamos:

1. O homem no campo

Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro… (Mt 24:40)

Esses dois homens que estão no campo são crentes. A grande questão na afirmação de Jesus é que um será tomado, e deixado o outro…

Porque haverá essa separação? Creio que um vivia para o seu destino o outro não, mesmo sendo crente.

Aqueles que cumprem seu destino na Terra desfazendo as obras do diabo, lutando contra a cultura do inferno hoje na esfera que tem influência, naquele dia, serão levados para o Trono para junto com Miguel e seus anjos expulsar dos céus a satanás (Ap 12:7-12). Nesse dia haverá uma festa no céu!

Mas, depois de um tempo voltaremos com Jesus, para derrotar os exércitos do anti-cristo e ver o diabo sendo aprisionado (Ap 19:11-21). Aquele homem que foi tomado, voltará por causa do seu destino! Como tenho dito, seu destino é grande demais!

2. A mulher no moinho

…duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra (Mt 24:41).

Algo interessante, dois homens no campo um é tomado o outro deixado, duas mulheres trabalhando no moinho, uma é tomada e a outra deixada.

Isso significa que não é o lugar que você está, mas a sua atitude e como você vive que é fundamental.

As duas mulheres estavam trabalhando num moinho. Essa cena nos mostra duas mulheres em suas atividades diárias.

Qual a diferença entre o trabalho das duas que levou a uma distinção entre ser tomada ou deixada? Creio que uma trabalhava não para sim mesma, mas para o reino de Deus.

Já a outra, provavelmente, só penava nela mesma! Provavelmente em suas necessidades apenas.

3. O servo na Igreja

Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.

Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes (Mt 24:45-51).

Por último temos a parábola do bom servo e do mau. Ambos são servos, mas o que define se é um bom ou mau servo é a sua conduta para com os conservos, que são os irmãos. Certamente o contexto é a vida da Igreja, pois é irmão cuidando de irmão.

Em todos os três casos o homem no campo, a mulher no moinho e os servos, todos estavam servindo a Deus em seus contextos de vida.

Veja, aqui também não é enfatizado o lugar como requisito de ser tomado, a Igreja, mas a atitude e posicionamento diante do seu destino.

Você foi chamado para ser um grande instrumento de Deus no mundo em que você vive (as esferas), no seu trabalho e na vida da Igreja.

Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos.

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.

Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho (2Tm 1:6-10).

Paulo diz que Deus nos salvou e nos chamou com santa vocação. Isso foi conforme Sua determinação e graça, antes dos tempos eternos! Hoje é dia de reavivar o seu destino, o seu chamamento.