…venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu… (Mateus 6:10)

Hoje estamos começando uma série chamada: Reino sem fim…
É importante lembrar que todos os reinos humanos têm fim, essa é a história de cada um deles.
Nasceram, desenvolveram e depois entraram em decadência (perigo do reino pessoal – sua qualificação é só para produzir mais pra você?). Mas o Reino de Deus não tem fim, desde o dia que Jesus chegou anunciando que estava próximo o Reino dos céus até hoje, ele tem se expandido, até o dia em que será pleno.

Neste dia a eternidade será para o nosso desfrute e prazer de toda a plenitude de um Reino que não terá fim…
Você é o herdeiro deste Reino e tomará posse dele, governando juntamente com Cristo.
Jesus nos ensinou a orar dizendo, venha o teu reino.

Sei que existem várias interpretações sobre o Reino de Deus e Reino dos céus, mas não gostaria de me deter nesse assunto, apenas em como o Reino de Deus ou dos céus de manifestam.
Por meio da Igreja o Reino de Deus tem vindo à Terra.

Sua manifestação acontece quando fazemos a vontade de Deus, hoje e agora aqui na Terra.
É importante entender que o Reino de Deus está vindo a Terra, mas aqui já tem um reino em operação que é o das trevas. Esse reino tem uma vontade própria, princípios e valores (explicar resgate corpo e espírito, as vezes a alma é deixada – Jo 14:30).

É por isso que Jesus nos ensinou orar dizendo, faça a tua vontade, assim na terra como no céu…
A vontade do Pai deve ser feita primeiro pelos filhos! Então trazer o Reino de Deus significa manifestar a vontade que Deus que é feita nos céus na Terra, pelos filhos.

Isso certamente irá produzir um confronto de vontades, princípios e valores.
Sendo assim, sempre que trazemos o Reino de Deus onde estamos, vamos estar envolvidos em uma guerra. Porque o Reino de Deus vem? Porque Adão entregou o governo da Terra a satanás.

É importante lembrar que Jesus não questionou satanás quando ele na tentação disse que daria a Jesus todos os reinos deste mundo (Mt 4:8-9). Todo reino que está em expansão precisa avançar na conquista, mas também precisa edificar o que conquistou.

A Igreja é o propósito e a maneira de Deus trazer o seu Reino para a Terra, desfazendo o reino das trevas e edificando Seu Reino. O sacerdócio universal proclama as virtudes de Deus (suas ações) com o fim de chamar das trevas para a maravilhosa luz os eleitos de Deus (1Pe 2:9).

Em Apocalipse 1:6 é dito, …e nos constituiu reino (basileus – líder do povo, príncipe, comandante, senhor da terra, rei), sacerdotes para o seu Deus e Pai…

Somos senhores da terra, reis! Mas também sacerdotes, aqueles que conduzem pessoas a Deus e a desfrutarem da justiça de Cristo, senhores da terra tem a ver com a expansão e sacerdotes com a edificação.

Não dá para avançar se não soubermos a autoridade que temos. Estou usando senhores da terra para te mostrar quem você é e o que é seu. Agora, não basta avançar, é necessário edificar.

Edificamos quando experimentamos a justiça de Cristo em nós mesmos por meio da revelação!
Como eu sei que experimento da justiça de Cristo? Se você vive em paz com Deus. Se experimentamos a paz exercemos o sacerdócio e conduzimos outros a Cristo!

Mas também agimos como removedores da culpa (Ofício sacerdotal no V.T. de remover a culpa da transgressão).Esse é o chamado mais importante da sua vida, pois Jesus morreu na cruz para te constituir e introduzir nesta missão. Agora, qual é as armas e as ferramentas da expansão e edificação?

Com certeza existem várias, mas a mais importante é o amor. Veja:

  • Expansão – Porque Deus amou ao mundo… (Jo 3:16a)
  • Edificação – O saber ensoberbece, mas o amor edifica (1Co 8:1b).

Vejamos esses dois pontos:

1. Expandindo pelo amor

O Reino de Deus avança por meio da espada e da guerra. Mas contra quem uso a espada? Qual é o inimigo nessa guerra de expansão do Reino de Deus? É óbvio que é satanás e seus demônios. É uma guerra espiritual.

Então, contra o diabo use a espada, o fogo, o rugido do leão, etc. Todavia, na esfera da sociedade a expansão do Reino de Deus se dá por meio da evangelização e sua arma mais poderosa é o amor.
Quando Jesus enviou seus discípulos, depois de treiná-los, Ele os batizou com o Espírito Santo para serem suas testemunhas.

Testemunhar o quê? Seu amor incondicional e a obra da Nova Aliança em favor da humanidade. Infelizmente há irmãos que pensam como Pedro. Mesmo depois de andar com Jesus e ser discipulado por Ele, Pedro usou a espada. Pedro esqueceu que a arma era o amor!

Hoje, há irmãos que agem de forma agressiva e repulsiva contra aqueles que Jesus disse para você ir e pregar o Evangelho a eles. Eles querem cortar a cabeça deles, como Pedro fez com Malco (Jo 18:10).

Preste atenção, na evangelização, que é o meio do Reino de Deus avançar, a espada deve ser usada contra o império das trevas.

Com as pessoas, você deve usar a pregação do Evangelho da Graça em amor. A espada não reflete Cristo, não expressa Cristo e não manifesta Cristo quando usada contra as pessoas. Apenas o homem egocêntrico e contrariado porque as pessoas são diferentes dele e ele não deseja se misturar.

O amor em pregar a graça de Deus ao perdido trás solidez para o avanço do reino de Deus. Porque ao entrarem para o Reino de Deus, o fazem pela razão maior, ELE ME AMOU! E como resposta vão ama-Lo e responder o chamado de ir e anunciar as boas novas aos que estão em trevas.

Não podemos esquecer que Deus amou o mundo, e cabe a nós seus filhos amarem também. Amar não é ser como eles são e nem fazer o que eles fazem. Amar é aceitar e deixar que o Espírito Santo os convença.

2. Edificando por meio do amor

O avanço do reino produz crescimento na Igreja. Agora o desafio é edificar esses novos irmãos. Como faremos isso? Com base em afinidades? Preferências? Claro que não!

Será realizado amando uns aos outros como Jesus nos amou. Agora, é importante entender que onde há pessoas há conflitos. Conflitos não são problemáticos em si mesmo. Só se tornam problemáticos quando não temos maturidade para lidar e resolver com cada um deles.

Os conflitos sem fim nos relacionamentos só mostram a imaturidade em resolve-los. Seu desafio é crescer nessas áreas. Neste ponto é que entra o amor. O amor deve ser maior do que os conflitos.

Sabe porque casamentos, amizades e relacionamentos de edificação acabam? Porque o amor foi colocado de lado e o conflito assumiu o domínio nas emoções, levando a ruptura da relação.

Veja o que Tiago e Paulo dizem sobre isso:

De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? (Tg 4:1)

Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos (Gl 5:15).

Contendas procedem da carne, e sempre produzirão prejuízo para ambos. O diabo as vezes não consegue atrapalhar os crentes a evangelizar. Mas ele é muito bom para impedir que edifiquemos a Igreja. E ele usa pessoas, irmãos e irmãs para isso.

Paulo nos exorta em Efésios 4:27 – nem deis lugar ao diabo. Sabe quando você dá lugar ao diabo? Quando você deixa o sol se por sobre a sua ira.

Isso significa que Deus espera que até de tardezinha você possa remover sua ira e dar lugar ao amor.
Deus te colocou aqui, e é com esses irmãos e irmãs que iremos edificar a Igreja e sustentar o avanço do Reino de Deus.

Então não esqueça, o amor é a fonte da edificação da igreja. Não adianta amar o mundo e não amar a igreja, os irmãos. O amor de Deus deve ser derramado tanto no mundo como dentro da igreja. Por isso precisamos ter a humildade e reconhecer que precisamos crescer em maturidade para relacionarmos apropriadamente.

Sempre que conflitos acontecerem, a arma para vence-los é o amor. Decida amar, sentando e conversando o fato e o comportamento errado que produziram o conflito. Quer um conselho sábio? Não discuta sentimentos!

O que você está sentindo nem sempre reflete a verdade! Pela simples razão, suas emoções não são confiáveis, elas oscilam! Decida amar sempre independente do que você está sentindo.

Lembre-se, o amor não é um sentimento, mas uma decisão de agir como Deus age.
Jesus deixou claro em João 17:21-26 que o mundo reconheceria que Ele era o Filho de Deus por meio da unidade em amor dos irmãos.

Isso significa que o que nos une não são as ideias, não é a doutrina e não é o conhecimento, mas a decisão de nos amarmos mesmo sendo e pensando diferente. É nessa unidade em amor que seremos aperfeiçoados e cresceremos em maturidade.

Aí sim o mundo vai dizer: De fato, Jesus é o Filho de Deus, pois só Deus para unir essas pessoas tão diferentes. Você faz parte do Reino de Deus e está sendo edificado na vida da Igreja, no Corpo de Cristo.

Não deixe que nada interrompa o que Deus começou.
Lembrando que seus relacionamentos com os irmãos e irmãs são eternos.

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