Nossa identidade
Somos a Igreja Hebrom, uma família com propósito. Existimos para ser uma Família, onde há um ambiente de aceitação, transformação e edificação.
Uma Igreja de discípulos que manifestam Cristo em seus relacionamentos. Nossa missão, é ser uma grande família vinculada em amor, trabalhando juntos pelo acolhimento e restauração de vidas.
Ao mesmo tempo, somos chamados para fora, a fim de cumprir o propósito original de Deus: manifestar o Seu Reino, exercendo domínio e expandindo-o por todas as esferas da sociedade até que Jesus volte. Nossa vida comunitária acontece tanto no ajuntamento congregacional quanto nas reuniões nas casas.
No culto público, nas ‘RFs”, no discipulado, no serviço, na generosidade e na missão, desejamos expressar a comunhão do Espírito e a interdependência do corpo de Cristo.
Apresentação
Esta Confissão de Fé reúne, organiza e formaliza as convicções bíblicas fundamentais da Igreja Hebrom. Ela não substitui as Sagradas Escrituras, não pretende esgotar todo o conselho de Deus e não possui autoridade independente da Palavra.
Sua finalidade é servir à unidade doutrinária, ao ensino, ao discipulado, à formação de líderes, à recepção de membros e à preservação da identidade da igreja. Reconhecemos que cristãos fiéis podem chegar a conclusões diferentes em assuntos secundários.
Por isso, buscamos unidade nas doutrinas essenciais, liberdade responsável nas questões secundárias e amor em todas as coisas. A liberdade cristã, porém, nunca será usada para negar verdades claramente ensinadas nas Escrituras, enfraquecer a santidade ou romper a comunhão do corpo.
Esta Confissão deve ser lida em harmonia com a história, os valores, a visão, a missão e os documentos de governo da Família Hebrom. Questões administrativas, procedimentos disciplinares, estrutura ministerial e políticas internas são tratados em regimento próprio, sempre debaixo da autoridade final das Escrituras.
Parte I — Deus, Revelação e Criação
AS SAGRADAS ESCRITURAS
Cremos que os sessenta e seis livros do Antigo e do Novo Testamento são a Palavra de Deus, escritos por autores humanos sob a inspiração sobrenatural do Espírito Santo. Deus falou por meio de personalidades, contextos e estilos humanos reais, de tal maneira que as palavras registradas nas Escrituras são verdadeiramente palavras humanas e, ao mesmo tempo, a Palavra de Deus.
Cremos na inspiração verbal e plena das Escrituras. Por inerrância, confessamos que, em seus escritos originais, a Bíblia é inteiramente verdadeira e não contém erro em tudo o que afirma. Por infalibilidade, confessamos que a Palavra de Deus não engana, não pode falhar e cumpre perfeitamente o propósito para o qual Deus a deu.
Cremos que a Bíblia é suficiente para revelar tudo o que é necessário à salvação, à fé, à santidade e à vida da igreja. Ela é a autoridade final e decisiva sobre toda doutrina, experiência espiritual, tradição, profecia, decisão ministerial e conduta cristã. Nenhuma revelação, impressão, costume ou autoridade eclesiástica pode ser colocada no mesmo nível das Escrituras ou contradizê-las.
Cremos que o Espírito Santo ilumina a mente do povo de Deus para compreender, amar e obedecer à Palavra. A Bíblia deve ser recebida com fé, interpretada com reverência e responsabilidade, lida à luz de seu contexto e de sua unidade em Cristo, ensinada fielmente e praticada em todas as áreas da vida.
Referências bíblicas: Salmo 19:7-11; João 10:35; 17:17; 2 Timóteo 3:15-17; 2 Pedro 1:19-21; Hebreus 4:12; Apocalipse 22:18-19.
O DEUS TRINO
Cremos em um só Deus, vivo e verdadeiro, eterno, imutável, infinito, santo, justo, sábio, amoroso, misericordioso, onipotente, onisciente e onipresente. Ele existe por si mesmo, não depende de sua criação e é digno de toda glória, honra, confiança, obediência e adoração.
Cremos que o único Deus existe eternamente em três pessoas igualmente divinas: Pai, Filho e Espírito Santo. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus; contudo, não são três deuses, mas um só Deus. As três pessoas são distintas sem divisão, plenamente unidas em essência, glória, poder e propósito, conhecendo, amando e glorificando umas às outras eternamente.
Cremos que todas as obras de Deus — criação, providência, redenção, santificação e consumação — são obras do Deus Trino. Do Pai, por meio do Filho e no poder do Espírito Santo, procedem todas as coisas; e a Ele retornam toda a adoração e toda a glória.
Referências bíblicas: Deuteronômio 6:4; Isaías 43:10-13; Mateus 3:16-17; 28:19; João 1:1-3; 10:30; 14:16-17; 2 Coríntios 13:13; Efésios 1:3-14.
A CRIAÇÃO, A PROVIDÊNCIA E O MUNDO ESPIRITUAL
Cremos que Deus criou, por sua Palavra e para sua glória, todas as coisas visíveis e invisíveis. A criação não é divina, não existe por acaso e não é fruto de forças autônomas; ela pertence ao Senhor e, em sua origem, foi declarada muito boa.
Cremos que Deus sustenta, governa e dirige soberanamente todas as coisas por sua providência. Nada escapa ao seu conhecimento ou ao seu governo. Sua soberania não torna Deus autor do pecado, não elimina a responsabilidade humana e não transforma o mal em bem; contudo, em sabedoria perfeita, Ele conduz a história ao cumprimento de seus santos propósitos.
Cremos que Deus criou os seres espirituais. Satanás e os demônios são criaturas caídas, limitadas e sujeitas à soberania divina. Não existe dualismo entre Deus e o mal. Pela cruz e pela ressurreição, Cristo triunfou sobre os poderes das trevas e consumará publicamente sua derrota.
Referências bíblicas: Gênesis 1:1-31; Salmo 24:1; 33:6-9; 103:19; João 1:3; Colossenses 1:15-17; 2:13-15; Hebreus 1:3; Apocalipse 20:10.
A HUMANIDADE E A IMAGEM DE DEUS
Cremos que Deus criou os seres humanos, homem e mulher, à sua imagem e semelhança, com igual dignidade, valor e responsabilidade diante dele. Toda vida humana deve ser tratada com amor, justiça e respeito, independentemente de condição social, etnia, idade, capacidade ou história pessoal.
Cremos que homens e mulheres foram criados para conhecer a Deus, desfrutar de comunhão com Ele, representar seu governo na criação e viver em relacionamento santo uns com os outros. Deus os fez distintos e complementares, não como superiores e inferiores, mas como portadores da mesma imagem divina, chamados a cooperar na família, na igreja e na sociedade.
Cremos que o casamento foi instituído por Deus como uma aliança de uma só carne entre um homem e uma mulher, destinada à companhia, ao auxílio mútuo, à expressão santa da sexualidade, à formação da família e à representação da união entre Cristo e a Igreja. A intimidade sexual foi dada por Deus para o contexto dessa aliança.
Cremos que homens e mulheres são chamados a desenvolver seus dons e servir plenamente no corpo de Cristo. Conforme nossa compreensão das Escrituras, a responsabilidade final do presbiterato e da ordenação pastoral é confiada a homens biblicamente qualificados, que devem liderar como servos, imitando o amor sacrificial de Cristo.
Referências bíblicas: Gênesis 1:26-28; 2:18-25; Salmo 8; Mateus 19:4-6; Gálatas 3:28; Efésios 5:22-33; 1 Timóteo 2:11- 15; 3:1-13.
A QUEDA E O PECADO
Cremos que Adão e Eva, seduzidos por Satanás, desobedeceram ao mandamento de Deus. Por essa queda, o pecado entrou no mundo e a humanidade perdeu sua comunhão original com o Criador. A imagem de Deus não foi destruída, mas foi profundamente distorcida.
Cremos que todos os seres humanos nascem sob o domínio do pecado, alienados de Deus e corrompidos em todos os aspectos de seu ser. Por natureza, somos incapazes de reconciliar-nos com Deus por nossos próprios méritos, obras, religiosidade, conhecimento ou força moral.
Cremos que o pecado gera culpa real e nos coloca sob o justo juízo de Deus. A necessidade fundamental de toda pessoa é ser reconciliada com o Deus santo. Nossa única esperança está na iniciativa graciosa do próprio Deus, que salva pecadores por meio de Jesus Cristo.
Referências bíblicas: Gênesis 3:1-24; Salmo 51:5; Isaías 53:6; Romanos 1:18-32; 3:9-23; 5:12-19; Efésios 2:1-3.
Parte II — Cristo, o Evangelho e a Salvação
A PESSOA E A OBRA DE JESUS CRISTO
Cremos que Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, uma só pessoa em duas naturezas, sem confusão, mudança, divisão ou separação. Ele foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria, cumprindo as promessas feitas por Deus a Israel.
Cremos que Jesus viveu em perfeita obediência ao Pai, sem pecado. Ele anunciou o Reino de Deus, ensinou com autoridade, acolheu pecadores, curou enfermos, libertou oprimidos e realizou sinais que revelavam sua identidade e antecipavam a restauração de todas as coisas.
Cremos que, na cruz, Cristo ofereceu a si mesmo como nosso representante e substituto. Ele levou sobre si a culpa e a pena de nossos pecados, satisfez a justiça de Deus, derrotou os poderes do mal e reconciliou com Deus todos os que nele creem. Seu sacrifício foi único, perfeito, suficiente e jamais poderá ser repetido ou completado por obra humana.
Cremos que Jesus ressuscitou corporalmente ao terceiro dia, venceu a morte, ascendeu aos céus e está assentado à direita do Pai. Ele reina com toda autoridade, intercede por seu povo como Sumo Sacerdote e Advogado e voltará pessoal, visível, gloriosa e corporalmente.
Referências bíblicas: Isaías 7:14; 53:1-12; Mateus 1:18-25; João 1:1-18; Romanos 3:21-26; 1 Coríntios 15:1-8; 2 Coríntios 5:21; Colossenses 1:15-23; Hebreus 4:14-16; 9:11-28.
O EVANGELHO
Cremos que o Evangelho é a boa notícia de tudo o que Deus realizou em Jesus Cristo para salvar pecadores, formar um novo povo e restaurar sua criação. Ele é a mensagem central de toda a nossa pregação e ensino, tanto em seu aspecto de graça quanto em sua dimensão de Reino. O Evangelho é cristocêntrico, porque não existe boa notícia sem a proclamação de Jesus; é centrado na cruz e na ressurreição, porque Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou; é bíblico, porque cumpre as Escrituras; é histórico, porque se fundamenta em acontecimentos reais; é apostólico, porque foi confiado às testemunhas escolhidas por Cristo; é salvífico, porque reconcilia pecadores com Deus; e é transformador, porque cria discípulos e uma nova comunidade.
Cremos que anunciar o Evangelho inclui proclamar o amor e a santidade de Deus, a criação e a queda, a encarnação, a morte e a ressurreição de Cristo, o arrependimento, a fé, a justificação, a adoção, a santificação, a vida da igreja, o Reino, a volta de Jesus, a ressurreição, o juízo e a nova criação.
Referências bíblicas: Marcos 1:14-15; Lucas 24:44-49; Romanos 1:16-17; 1 Coríntios 1:18-25; 15:1-8; 2 Timóteo 2:8.
O PLANO GRACIOSO DE DEUS
Cremos que, antes da fundação do mundo, Deus determinou em amor salvar para si um povo dentre todas as tribos, línguas, povos e nações. Sua eleição não se baseia em mérito, obra ou virtude prevista no ser humano, mas em sua graça soberana e em seu propósito eterno em Cristo.
Cremos que Deus ordena e chama sinceramente todas as pessoas a se arrependerem e crerem no Evangelho. Por isso, proclamamos Cristo a todos, sem distinção, confiando que o Espírito Santo aplica eficazmente a obra de Cristo aos que o Pai chama.
Cremos que a soberania de Deus na salvação não diminui a responsabilidade humana nem enfraquece a urgência missionária. Ao contrário, ela humilha o orgulho, produz gratidão, sustenta a oração e garante que a missão de Deus alcançará seu propósito.
Referências bíblicas: João 6:37-44; Atos 13:48; Romanos 8:28-30; 9:14-24; Efésios 1:3-14; 2:8-10; 2 Tessalonicenses 2:13- 14; Apocalipse 5:9-10.
A APLICAÇÃO DA SALVAÇÃO
Cremos que a salvação é dom gratuito de Deus, recebido somente pela graça, mediante a fé, em Jesus Cristo. Nenhuma obra humana pode merecê-la, comprá-la ou completá-la. O arrependimento e a fé são respostas inseparáveis ao Evangelho, produzidas pela graça de Deus: abandonamos a confiança em nós mesmos e nos entregamos a Cristo como Salvador e Senhor.
Cremos que, no novo nascimento, o Espírito Santo comunica vida espiritual a pecadores mortos, une-os a Cristo e os capacita a responder ao Evangelho. Em Cristo, somos justificados, isto é, declarados justos diante de Deus não por justiça própria, mas porque a obediência e a justiça de Cristo nos são creditadas pela fé.
Cremos que os justificados são perdoados, reconciliados, adotados na família de Deus e selados pelo Espírito Santo. A santificação começa na conversão, desenvolve-se durante toda a vida e será completada na glorificação.
Cremos na preservação e na perseverança dos santos. Todos os que verdadeiramente nasceram de novo são guardados pelo poder de Deus e perseverarão na fé até o fim. Essa segurança não é licença para o pecado, mas fundamento para uma vida de gratidão, obediência, vigilância e santidade.
Referências bíblicas: João 1:12-13; 3:3-8; 10:27-30; Atos 2:38; Romanos 3:21-28; 5:1-11; 8:1-39; Gálatas 2:16; Efésios 2:4-10; Filipenses 1:6; Tito 3:4-7; 1 Pedro 1:3-5.
O ESPÍRITO SANTO, O NOVO NASCIMENTO E OS DONS
Cremos que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade, plenamente Deus, enviado pelo Pai e pelo Filho para glorificar Jesus Cristo. Ele inspirou as Escrituras, convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, regenera pecadores, habita em todos os crentes, santifica, consola, guia, ensina, dá testemunho da adoção e capacita a igreja para a missão.
Cremos que todo verdadeiro cristão recebe o Espírito Santo no novo nascimento e se torna seu templo. Confessamos também, conforme a compreensão histórica da Hebrom, o batismo ou revestimento no Espírito Santo como experiência distinta da regeneração, voltada à capacitação para o testemunho e o serviço. Essa experiência pode coincidir com a conversão ou ocorrer posteriormente e não cria uma classe superior de cristãos. Somos uma igreja continuísta.
Cremos que os dons do Espírito Santo descritos no Novo Testamento continuam sendo distribuídos soberanamente à igreja até a volta de Cristo. Entre eles estão dons de serviço, ensino, liderança, misericórdia, fé, cura, milagres, profecia, discernimento, línguas e interpretação, sempre para a glória de Deus, o testemunho do Evangelho e a edificação do corpo.
Cremos que a oração em línguas não é a única evidência necessária do batismo no Espírito Santo. O poder do Espírito pode ser percebido por diferentes frutos e capacitações, como amor por Deus e pelas pessoas, ousadia no testemunho, fome pela Palavra, serviço, santidade e operação dos dons.
Cremos que todo exercício dos dons deve ocorrer com amor, ordem, humildade, discernimento e submissão às Escrituras. Profecias, impressões, sonhos, línguas e interpretações devem ser julgados pela igreja; não acrescentam novos livros à Bíblia, não possuem autoridade canônica e jamais podem contradizer ou substituir a Palavra de Deus. Nenhum dom é prova de salvação, maturidade superior ou autoridade pessoal irrestrita.
Referências bíblicas: Joel 2:28-32; Lucas 24:49; João 3:3-8; 14:16-17; 15:26; 16:7-15; Atos 1:8; 2:1-21; Romanos 8:9-17; 12:3-8; 1 Coríntios 12–14; Gálatas 5:16-25; Efésios 1:13-14; 4:7-16; 1 Tessalonicenses 5:19-22.
Parte III — O Reino, a Igreja e Sua Missão
O REINO DE DEUS
Cremos que o Reino de Deus é o governo soberano de Deus, revelado de modo decisivo na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Em sua primeira vinda, o Reino foi inaugurado; em sua volta, será plenamente consumado. Por isso, vivemos entre o “já” da vitória de Cristo e o “ainda não” da restauração completa.
Cremos que entrar no Reino significa receber, pela fé e pelo novo nascimento, as bênçãos da nova aliança: perdão, reconciliação, transformação interior, comunhão com Deus e esperança da glória futura.
Cremos que a igreja é sinal, instrumento e antecipação do Reino, tornando-o visível no mundo, ainda que não o manifeste em toda a sua plenitude. Como cidadãos do Reino, não devemos nos isolar do mundo nem nos tornar indistinguíveis dele. Somos chamados a viver como sal e luz, amar o próximo, buscar o bem da cidade, praticar justiça e misericórdia e testemunhar o senhorio de Cristo em todas as áreas da vida.
Referências bíblicas: Mateus 4:17; 5:13-16; 6:10,33; 12:28; Lucas 17:20-21; João 3:3-5; Colossenses 1:13-14; Hebreus 12:28; Apocalipse 11:15.
A IGREJA UNIVERSAL E A IGREJA LOCAL
Cremos que a Igreja universal é o povo de Deus de todas as épocas, reunido em Cristo pelo Espírito Santo. Ela é o corpo de Cristo, a noiva do Cordeiro, a família de Deus, o templo do Espírito e a comunidade da nova aliança. Jesus Cristo é sua única cabeça e Senhor supremo.
Cremos que a Igreja universal se torna visível em igrejas locais, comunidades reais de discípulos que confessam o Evangelho, reúnem-se para adoração, praticam o batismo e a Ceia, perseveram na doutrina apostólica, na comunhão, nas orações e no partir do pão, exercem cuidado e disciplina e vivem em missão.
Cremos que a igreja local não é um evento religioso, mas uma família espiritual vinculada em amor. Cada membro pertence ao corpo, possui dignidade, responsabilidade, dons e espaço de atuação, vivendo em interdependência. Não somos consumidores de serviços religiosos, mas irmãos e irmãs chamados a edificar uns aos outros.
Cremos na comunhão e cooperação entre igrejas locais. Como Família Hebrom, buscamos caminhar em unidade, cuidado mútuo, prestação de contas, apoio ministerial, plantação de igrejas e missão conjunta, preservando a responsabilidade pastoral e a vida concreta de cada igreja local.
Referências bíblicas: Atos 2:42-47; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 2:19-22; 4:1-16; 5:25-27; 1 Timóteo 3:14-15; Hebreus 10:24-25; Apocalipse 5:9-10.
O CULTO E A CENTRALIDADE DA PALAVRA
Cremos que cultuar a Deus é privilégio e mandamento de todo o seu povo. O alvo do culto é o próprio Deus, e não a satisfação dos gostos humanos. Reunimo-nos para contemplar sua glória, ouvir sua Palavra, responder com fé, oração, cânticos, gratidão, entrega, comunhão e serviço.
Cremos que o culto cristão deve ser cristocêntrico, bíblico, conduzido no poder do Espírito e marcado pela participação congregacional. A pregação fiel das Escrituras ocupa lugar central, porque Deus edifica, corrige, consola e envia seu povo por meio da Palavra.
Cremos que a liberdade do Espírito não se opõe à ordem bíblica. Por isso, tanto a música quanto as manifestações espirituais devem servir à edificação da igreja, apresentar conteúdo coerente com o Evangelho e direcionar a atenção para Deus, e não para personalidades, performances ou experiências em si mesmas.
Referências bíblicas: Salmo 95:1-7; João 4:23-24; Atos 2:42; Romanos 12:1-2; 1 Coríntios 14:26-40; Colossenses 3:16-17; 2 Timóteo 4:1-5.
A COMUNHÃO, AS RFs E A EDIFICAÇÃO MÚTUA
Cremos que a comunhão cristã é obra do Espírito Santo e expressão concreta da nova vida em Cristo. Amar a Deus se manifesta no amor aos irmãos, no cuidado mútuo, na hospitalidade, no perdão, na correção fraterna, no compartilhamento de necessidades e na disposição de caminhar juntos.
Cremos que as reuniões nas casas, chamadas entre nós de RF (Reunião da Família), são espaços importantes para a expressão orgânica do corpo de Cristo. Nelas, os membros compartilham a Palavra, exercem dons, oram uns pelos outros, evangelizam, apascentam, servem e formam novos discípulos e líderes.
Cremos que as RF’s não substituem o ajuntamento público da igreja, nem o culto público torna desnecessária a vida nas casas. As duas expressões se complementam: reunimo-nos como congregação e convivemos como família.
Cremos que todo trabalho realizado para edificar o povo de Deus tem valor eterno. Cada membro é chamado a usar seus dons e recursos para o crescimento do corpo em amor, evitando competição, individualismo, fofoca, partidarismo e tudo o que destrói a unidade.
Referências bíblicas: João 13:34-35; 17:20-23; Atos 2:42-47; 5:42; Romanos 12:9-18; 1 Coríntios 3:10-17; 12:4-27; Efésios 4:11-16; Hebreus 3:12-14.
A MISSÃO, O EVANGELISMO E O DISCIPULADO
Cremos que todo discípulo de Jesus é chamado a testemunhar do Evangelho. A missão não pertence apenas a pastores, evangelistas ou missionários, mas a toda a igreja. Dependemos do Espírito Santo para anunciar Cristo com fidelidade, sabedoria, amor e coragem.
Cremos que a Grande Comissão envolve proclamar o Evangelho, batizar os que creem e ensiná-los a obedecer a tudo o que Jesus ordenou. Evangelismo e discipulado não devem ser separados: não buscamos apenas decisões momentâneas, mas pessoas formadas à imagem de Cristo e integradas à vida da igreja.
Cremos que a missão inclui alcançar os perdidos, discipular os salvos, plantar e fortalecer igrejas, servir os necessitados, acolher e restaurar vidas e demonstrar a misericórdia do Reino. Sinais e dons podem acompanhar a proclamação, mas nossa confiança está no poder do Evangelho e na ação soberana do Espírito, não na obrigação de manifestações extraordinárias.
Cremos que a igreja deve formar discípulos que façam discípulos. O caráter precede a função, e ninguém pode conduzir outros a uma vida que se recusa a viver. Por isso, discipulado envolve doutrina, exemplo, relacionamento, correção, serviço e missão.
Referências bíblicas: Mateus 9:35-38; 28:18-20; Marcos 16:15-20; Lucas 4:18-19; Atos 1:8; 8:4; Romanos 1:16; 10:13-17; 2 Timóteo 2:1-2.
A LIDERANÇA, OS MINISTÉRIOS E A DISCIPLINA
Cremos que Jesus Cristo governa sua igreja por sua Palavra e seu Espírito, concedendo ministros e líderes para equipar os santos para a obra do serviço. Os ministérios mencionados em Efésios 4 — apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres — são dons de Cristo para a edificação e a maturidade do corpo, e devem ser exercidos debaixo das Escrituras e da prestação de contas da igreja.
Cremos que pastores e presbíteros devem satisfazer as qualificações bíblicas de caráter, doutrina, vida familiar, maturidade e capacidade de cuidar do rebanho. Liderança cristã não é domínio, celebridade ou privilégio pessoal, mas serviço sacrificial, exemplo, proteção, ensino, oração e cuidado. Conforme nossa prática, a ordenação pastoral é reconhecida e acompanhada pelo presbitério local e pelas instâncias de comunhão da Família Hebrom. A igreja honra a participação e o ministério das esposas dos pastores e reconhece que a vida da casa pastoral integra a avaliação do chamado, sem confundir esse reconhecimento com a ordenação ao presbiterato.
Cremos na pluralidade de dons, equipes e serviços. Líderes de RF, pastores, mestres, músicos, intercessores, voluntários e demais servos atuam segundo seus dons, caráter e responsabilidade, em submissão à liderança bíblica e para o bem comum.
Cremos na disciplina eclesiástica como exercício de amor, verdade e responsabilidade. Seu objetivo é proteger a igreja, honrar o nome de Cristo, confrontar o pecado e buscar arrependimento, reconciliação e restauração. Toda disciplina deve ser aplicada com imparcialidade, prudência, devido cuidado e espírito de mansidão.
Referências bíblicas: Mateus 18:15-20; 20:25-28; Atos 14:23; 20:17-35; 1 Coríntios 5:1-13; Gálatas 6:1-2; Efésios 4:11- 16; 1 Timóteo 3:1-13; 5:17-22; Tito 1:5-9; 1 Pedro 5:1-5.
O BATISMO NAS ÁGUAS
Cremos que o batismo nas águas é a ordenança instituída pelo Senhor Jesus para aqueles que creram nele, arrependeram-se dos seus pecados e confessaram a sua fé. Por essa razão, administramos o batismo exclusivamente a pessoas que professam pessoalmente a fé em Cristo, e não a infantes. As crianças da nossa comunidade são apresentadas ao Senhor, abençoadas e discipuladas com amor, aguardando o dia em que, por si mesmas, confessarem a Cristo e forem batizadas. O batismo é pública confissão de fé, ministrada por imersão, na qual o crente declara diante de Deus, da Igreja e do mundo que morreu, foi sepultado e ressuscitou com Cristo para uma nova vida. A imersão é o modo que corresponde ao próprio significado da palavra e ao simbolismo que o apóstolo Paulo descreve.
Cremos que a salvação acontece no interior do homem, em seu espírito, mas é demonstrada exteriormente pelo batismo, o qual se torna um selo, pois toda realidade interior tem um efeito no exterior. O batismo não salva, mas quem crê para a salvação se batiza; por isso, não cremos que o batismo esteja desconectado da salvação. O próprio Senhor Jesus ordenou que batizássemos os convertidos, e o apóstolo Paulo, ao falar da nossa unidade, coloca o batismo como um dos pontos que nos unem.
Cremos que a fé na obra de Cristo habilita alguém a se batizar imediatamente após a sua confissão. Por isso, não fazemos do batismo um evento, mas uma ação conjunta da confissão de fé. Sendo assim, treinamos os nossos líderes de RF’s para que conduzam uma pessoa a Cristo e, conjuntamente, a batizem.
Referências bíblicas: Mateus 28:18-20; Marcos 16:16; Atos 2:38-41; 8:12,35-39; 10:44-48; 16:30-34; Romanos 6:3-4; Colossenses 2:12.
A CEIA DO SENHOR
Cremos que a Ceia do Senhor é uma ordenança instituída pelo próprio Jesus Cristo, na qual o pão e o cálice representam Seu corpo entregue e Seu sangue derramado em favor de Seu povo. Os elementos não se transformam no corpo e no sangue de Cristo, mas servem como sinais visíveis que nos conduzem à memória de Seu único, perfeito e suficiente sacrifício. Ao participarmos da Ceia, proclamamos a morte do Senhor até que Ele venha, examinamos a nós mesmos, reafirmamos nossa fé no Evangelho e expressamos nossa comunhão com Cristo e uns com os outros como membros de um só corpo.
Referências bíblicas: Mateus 26:26-29; Lucas 22:14-20; Atos 2:42; 1 Coríntios 10:16-17; 11:23-32.
Parte IV — Vida Cristã, Família e Esperança
A SANTIFICAÇÃO E A VIDA DO DISCÍPULO
Cremos que todos os que foram unidos a Cristo são chamados a viver como discípulos em todas as áreas da vida. A salvação não é conquistada por obras, mas inevitavelmente produz frutos de obediência, amor, justiça, misericórdia, pureza, domínio próprio e serviço.
Cremos que a santificação é obra do Espírito Santo e responsabilidade real do crente. Crescemos pela Palavra, oração, comunhão, culto, Ceia, confissão de pecados, disciplina, sofrimento, serviço e prática da obediência. Nesta vida, continuamos lutando contra o pecado, mas não estamos mais sob seu domínio.
Cremos que o caráter vem antes da performance. O ser precede o fazer. O discípulo deve refletir Cristo no lar, no trabalho, na igreja, na sociedade e no uso de suas palavras, relacionamentos, sexualidade, tempo, dinheiro e poder.
Cremos que a graça de Deus nos ensina a renunciar à impiedade, mas também nos sustenta quando falhamos. Por isso, rejeitamos tanto o legalismo, que busca merecer a aceitação de Deus, quanto a permissividade, que transforma a graça em desculpa para o pecado.
Referências bíblicas: João 15:1-11; Romanos 6:1-23; 8:12-17; 12:1-2; 2 Coríntios 3:18; Gálatas 5:13-26; Efésios 2:8-10; Filipenses 2:12-13; Tito 2:11-14; Hebreus 12:14.
O CASAMENTO E A FAMÍLIA
Cremos que o casamento é a união de uma só carne entre um homem e uma mulher, instituída por Deus na criação, e tipificação da união entre Cristo e a Sua Igreja. A família é a base do mover de Deus e a expressão da vida do Corpo de Cristo.
Cremos na indissolubilidade do matrimônio; por isso, não celebramos segundo casamento.
Cremos na orientação de Jesus transmitida por meio de Paulo, e não entendemos o divórcio como concessão em caso de adultério, segundo algumas interpretações do texto de Mateus 19. Na Lei, há apenas uma condição possível de divórcio, registrada em Deuteronômio 24, e que não é clara em sua colocação. Isso não significa, de modo algum, que divorciados não tenham lugar em nossa igreja. Eles são acolhidos, amados, pastoreados, discipulados e integrados à vida da família, como o Senhor fez com a mulher samaritana. A única restrição que lhes é aplicada diz respeito a serem ordenados pastores.
Referências bíblicas: Gênesis 2:18-25; Deuteronômio 6:4-9; Malaquias 2:14-16; Mateus 19:3-9; 1 Coríntios 7:10-16; Efésios 5:21–6:4; 1 Timóteo 3:1-7; Tiago 1:27.
O SERVIÇO, A MORDOMIA E AS CONTRIBUIÇÕES
Cremos que Jesus é o modelo supremo de serviço. Todo cristão foi criado em Cristo para boas obras e recebeu dons, oportunidades e recursos para servir. Na família de Deus, grande é quem se faz servo; liderança e maturidade são demonstradas pela disposição de cuidar de pessoas e assumir responsabilidades.
Cremos que tudo o que possuímos pertence ao Senhor. Somos mordomos de nosso corpo, tempo, capacidades, bens, influência e recursos financeiros. A mordomia cristã deve ser marcada por contentamento, trabalho honesto, generosidade, transparência, responsabilidade e cuidado com os necessitados.
Cremos que dízimos e ofertas são expressões de honra, gratidão e generosidade. Não contribuímos para comprar a bênção de Deus, manipular resultados espirituais ou conquistar salvação, mas porque já fomos abençoados em Cristo. A contribuição deve ser voluntária, alegre, responsável e direcionada à manutenção da obra, ao cuidado do povo, à missão e ao socorro dos necessitados.
Cremos que a igreja e seus líderes devem administrar recursos com integridade, prestação de contas, prudência e transparência, evitando exploração, ostentação, manipulação emocional e qualquer uso do Evangelho como meio de enriquecimento.
Referências bíblicas: Provérbios 3:9-10; Malaquias 3:10; Mateus 6:19-24; 20:25-28; Atos 4:32-35; 20:35; 2 Coríntios 8–9; Efésios 2:10; 1 Pedro 4:10-11.
A VOLTA DE CRISTO E O MILÊNIO
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal, visível, gloriosa e corporalmente. Sua volta é a bendita esperança da igreja, o fim para o qual a história caminha e o chamado permanente à vigilância, santidade, missão e perseverança. Como posição doutrinária da Igreja Hebrom, confessamos uma compreensão pós-tribulacionista e pré-milenista histórica: esperamos que a Igreja atravesse o período de tribulação e que Cristo retorne após essa tribulação, ressuscitando os santos e inaugurando seu reino milenar antes do juízo final e da nova criação. Reconhecemos, contudo, que a organização detalhada dos acontecimentos futuros é uma questão secundária da fé cristã. Por isso, ensinamos com honestidade as principais interpretações escatológicas mantidas por cristãos ortodoxos e preservamos liberdade responsável para opiniões diferentes entre nossos membros, desde que sejam afirmadas as verdades essenciais: a volta pessoal de Cristo, a ressurreição dos mortos, o juízo final, a derrota definitiva do mal e a eternidade com Deus. Rejeitamos especulações sensacionalistas, marcações de datas e interpretações que produzam medo, orgulho ou abandono da missão. A profecia bíblica foi dada para gerar esperança, fidelidade e adoração.
Referências bíblicas: Mateus 24:21-31,36-44; Atos 1:9-11; 1 Coríntios 15:20-28,51-52; 1 Tessalonicenses 4:13-18; 2 Tessalonicenses 1:5-10; Apocalipse 19:11–20:10.
A RESSURREIÇÃO, O JUÍZO E A RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS
Cremos na ressurreição corporal de justos e injustos. Todos comparecerão diante de Deus, que julgará com perfeita justiça por meio de Jesus Cristo. Ninguém será salvo por suas obras; contudo, as obras revelarão a realidade da fé e serão trazidas a juízo.
Cremos que os que permanecem em sua incredulidade e rebelião sofrerão punição eterna e consciente, separados da presença favorável de Deus. Os que estão em Cristo desfrutarão para sempre da presença de Deus, não por mérito próprio, mas pela graça recebida no Evangelho.
Cremos que os crentes prestarão contas de sua vida e serviço diante de Cristo e receberão sua recompensa conforme a graça e a justiça de Deus. Essa verdade nos chama à fidelidade, sem transformar recompensa em mérito salvador ou competição entre os santos.
Cremos que Deus restaurará todas as coisas em novos céus e nova terra, onde habita a justiça. A morte, o luto, o pecado, a dor e toda maldição serão definitivamente removidos. A Igreja será apresentada a Cristo santa e sem mácula, Satanás será lançado no juízo final, e Deus habitará com seu povo para sempre. Todas as coisas existirão para o louvor de sua gloriosa graça.
Referências bíblicas: Daniel 12:2; Mateus 25:31-46; João 5:28-29; Atos 17:30-31; Romanos 14:10-12; 1 Coríntios 3:10-15; 15:20-28; 2 Coríntios 5:10; 2 Pedro 3:10-13; Apocalipse 20:11–22:5.
Parte V — O Que Nos Une
UNIDADE, CONVICÇÃO E LIBERDADE
Nem tudo o que cremos tem o mesmo peso. Distinguir aquilo que é essencial daquilo que é secundário não é relativizar a verdade: é sabedoria pastoral, e nos protege tanto do sectarismo quanto da indiferença doutrinária. Por isso, organizamos aquilo que nos une em três níveis. Primeiro nível — Fundamentos essenciais da fé cristã São inegociáveis e definem quem é cristão. Negá-los é colocar-se fora da fé cristã histórica. Entre eles: a existência do Deus único e trino; a plena divindade e plena humanidade de Jesus Cristo; Seu nascimento virginal, Sua vida sem pecado, Sua morte substitutiva na cruz e Sua ressurreição corporal; a salvação somente pela graça, mediante a fé, somente em Cristo; a inspiração, a inerrância, a infalibilidade e a autoridade final das Escrituras; a obra pessoal do Espírito Santo; a Igreja como corpo de Cristo; a volta pessoal de Cristo, a ressurreição dos mortos e o juízo final. Segundo nível — Convicções distintivas da Hebrom São posições que a Hebrom assume, ensina e pratica como igreja. Não determinam quem é salvo, mas determinam como caminhamos juntos como família de igrejas. São elas, entre outras: a segurança eterna do crente; o credobatismo por imersão, ministrado imediatamente após a confissão de fé; a Ceia do Senhor como memorial e proclamação; a continuidade dos dons espirituais, exercida com ordem e sob pastoreio; a igreja expressa na cidade e vivida nas RF’s; a ordenação ministerial segundo Efésios 4:11 e o reconhecimento da esposa junto ao esposo; a indissolubilidade do matrimônio e a não celebração de segundo casamento; e o ensino sobre contribuições centrado na honra e na generosidade. Quem lidera, ensina ou representa a Hebrom deve caminhar em conformidade com estas convicções. Terceiro nível — Matérias de liberdade São aquelas em que celebramos a nossa diversidade e recusamos qualquer imposição. Nelas se incluem: o esquema e a cronologia dos eventos finais, ainda que a igreja ensine oficialmente a posição declarada no Artigo XXIII; as formas particulares pelas quais o Espírito manifesta o Seu revestimento de poder; questões de consciência, de cultura, de estilo e de preferência; e temas sobre os quais a Escritura não se pronuncia com clareza. Nestes pontos, a regra entre nós é o amor, a honra mútua e a recusa de fazer da opinião pessoal um teste de comunhão. O que nos une deve ser a alegria de vivermos a força da unanimidade e de celebrarmos as nossas diferenças. Somos uma família de igrejas: a unidade é em amor, e a liberdade é em Cristo.
Parte VI — Ordem e Governo da Igreja
NOSSA ESTRUTURA
Cremos que Deus é Deus de ordem, e que a Sua Igreja deve ser conduzida com estrutura, clareza e responsabilidade. O que segue resume a nossa ordem de governo; os detalhes operacionais, disciplinares e administrativos são tratados no Regimento Interno e nos atos próprios da Associação Família Hebrom. Conselho Ministerial — É autoridade sobre todos nós e tem como princípio de existência garantir as tomadas de decisão que envolvem todas as igrejas Hebrom, mantendo a nossa unidade em amor. Sua autoridade não visa ingerência, senão quando for o caso. Cabe-lhe o acompanhamento e a coordenação ministerial de cada igreja local, a definição da conduta pastoral, a definição clara a respeito de questões doutrinárias, a preservação da nossa identidade e visão, e o zelo pela integridade moral de cada pastor e pela credibilidade de cada igreja local. Cabe-lhe ainda o gerenciamento dos recursos oriundos das contribuições das igrejas, o planejamento e a efetivação dos projetos de plantação de novas igrejas, o apoio e a orientação aos tesoureiros, a resolução de impasses e divergências, a aplicação de ações disciplinares quando necessário, e a avaliação das dúvidas, pedidos, reclamações e solicitações dos pastores. Assembleia Geral — É composta por todos os pastores das igrejas locais. Por meio dela, as decisões e implementações definidas pelo Conselho são viabilizadas na igreja local. A Assembleia deve expor suas ideias e pensamentos ao Conselho, o qual avalia, decide e implementa as mudanças necessárias. Tesouraria da Rede de Igrejas — Responsável pela administração, controle, pagamentos e definição dos gastos juntamente com o Conselho. Um membro do Conselho será o tesoureiro. A Tesouraria está submissa às decisões do Conselho Ministerial Hebrom. Pastor local — Responsável pela formação dos discípulos de Jesus no modelo de servo, espiritual e doutrinariamente; pelo zelo da pregação; pelo acompanhamento, pastoreio e apascentamento da liderança e do rebanho; pela administração de toda a estrutura na localidade; por fazer bom uso das receitas sem endividamento da igreja local; pela boa condução dos conflitos entre irmãos; e por acionar o Conselho nas situações que exijam tal ajuda. Presbitério local — Responsável pela coordenação da igreja local. Atua no ensino da Palavra de Deus, no estímulo à comunhão, na propagação da nossa visão e identidade, na prática da assistência e do socorro mútuos, nas decisões de compra e venda de imóveis e bens da igreja local, nas ações disciplinares, no exercício da intercessão e no treinamento, aprovação e envio dos obreiros e plantadores de igrejas. Tesouraria local — Responsável pela administração, controle, pagamentos e definição dos gastos juntamente com o pastor local. Um membro do presbitério local ou da igreja será o tesoureiro, devendo ter qualificação e ser de confiança do pastor local. Pastor de rede — Responsável por um número de RF’S para as quais deve ser inspiração, edificando cada um segundo a imagem de Cristo, pastoreando e apascentando não apenas os líderes, mas todos os que estão sob a sua liderança. Cabe-lhe aconselhar, visitar e organizar assistência a todo o que necessitar, organizar eventos evangelísticos, montar estratégias de crescimento e mobilizar os membros para os cursos da igreja, tendo disposição, conduta e caráter irrepreensíveis diante do povo. Líder de RF — Responsável pela condução da RF, compartilhando a Palavra de Deus, organizando e conduzindo as reuniões, levando cada membro a fluir no seu dom e serviço, apascentando todos os membros do seu grupo. Deve ser modelo de graça, virtude, fé, conduta e caráter, além de ser irrepreensível diante do povo. Equipe de louvor — Responsável pela condução da adoração nos cultos e eventos, bem como pela organização, cuidado e boa manutenção dos instrumentos musicais. Os músicos estão submissos ao presbitério local. Equipe de voluntários — Responsável pela organização, execução, criatividade e apoio, para que tanto os cultos quanto os eventos sejam bem conduzidos. Os voluntários estão submissos ao presbitério local. Nossos cursos A formação dos discípulos entre nós segue uma trilha própria: DNA, sendo a porta de entrada para nossa igreja, ensinando nossa visão e missão; Gênesis, que trata do início da vida cristã; Huios, voltado ao crescimento espiritual; Huios Avançado; e o Curso de Liderança. Nossa associação — Família Hebrom Nossa Associação é composta por todas as igrejas Hebrom no Brasil e se chama Família Hebrom. Essas igrejas são representadas pelo seu pastor, obreiro ou enviado. O objetivo da Associação é o acompanhamento, a edificação, a coordenação ministerial, o suporte e o auxílio financeiro aos pastores, obreiros e enviados dos projetos de plantação de igrejas locais, sendo mantida pelas contribuições das igrejas locais na forma definida pelo Conselho e registrada no Regimento Interno. DECLARAÇÃO FINAL Confessamos estas verdades não como ideias abstratas, mas como expressão de nossa fé, nossa adoração e nossa vida comunitária. Desejamos conhecê-las, ensiná-las, defendê-las com humildade e vivê-las no poder do Espírito Santo. Afirmamos que Jesus Cristo é o centro da Igreja Hebrom. As Escrituras são nossa autoridade final. O Evangelho é nossa mensagem. O Espírito Santo é quem nos vivifica e capacita. A comunhão é nossa forma de caminhar. O discipulado é nossa responsabilidade. O serviço é nosso modelo. A missão é nosso encargo. A volta de Cristo é nossa esperança. Como família com propósito, comprometemo-nos a preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz, acolher e restaurar vidas, edificar uns aos outros e manifestar o Reino de Deus até que Jesus volte. HEBROM, UMA FAMÍLIA COM PROPÓSITO Somos uma igreja comprometida com a centralidade das Escrituras, a soberania de Deus na salvação, a suficiência da obra de Cristo, a continuidade dos dons espirituais para a edificação da Igreja e a proclamação do Evangelho para todas as nações. “Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém.” — Romanos 11:36
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